sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Puxa meu dedo...

Haters gonna Hate!


(No Link abaixo, a matéria completa com vídeos)




Comentários na internet são "descarrego de ódio", dizem psicólogos

Rodrigo Bertolotto
Do UOL, em São Paulo
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Se você busca debates sadios, opiniões ponderadas e críticas construtivas, não entre nos comentários de notícias e posts na internet. Os itens acima são coisa rara no meio do mais puro "ódio.com".
"É um canal de escape emocional 24 horas no ar. Se a emoção é forte, eu descarrego um caminhão de sentimentos nos comentários", afirma Andréa Jotta, pesquisadora do Núcleo de Pesquisa em Psicologia em Informática da PUC-SP. "O problema é que a internet deixa aquilo eterno. Você pode mudar de opinião, mas aquilo fica registrado e pode te prejudicar no futuro", completa.
Dez anos atrás se popularizou o conceito de "Web 2.0", e os sites noticiosos abriram espaço para os internautas opinarem sobre as reportagens. A ideia original era tornar os portais de notícia "uma rua de mão dupla". Na prática, o espaço virou um congestionamento de palavrões, ameaças e preconceitos.   
"A tecnologia da internet fez explodir a demanda social da catarse. As opiniões são sempre radicais, explosivas", opina o psicólogo Jacob Pinheiro Goldberg. "A lógica binária da internet estimula a visão maniqueísta do mundo: ou você é contra ou a favor. A sutileza não é o traço essencial da internet", argumenta.
A interatividade acabou gerando duas crias indesejadas: os "trolls" e os "haters". O primeiro é um polemista que se diverte com a repercussão de suas "trolladas", gíria para opiniões descabidas e zombeteiras só publicadas para gerar revolta nos outros internautas.
Já os "haters" são acusadores que distribuem sua fúria contra times, partidos, religiões, raças, gêneros, opções sexuais, gostos musicais e o que tiver em pauta.
 "O internauta gostaria de falar tudo aquilo para o chefe ou para a mulher ou para o vizinho. Mas isso implicaria em reações que ele não suportaria. O botão de comentário é um remédio que dá alívio imediato. Você pode se alterar, desligar o computador e voltar para sua vida. Claro, sem resolver seu problema pessoal", explica a psicanalista Sônia Pires.

Os comentaristas típicos

Em sites de notícias, menos de 1% dos leitores comentam. Essa estatística, somada à baixa qualidade dos comentários, fizeram sites como o da agência de notícias Reuters e do portal econômico Bloomberg Business decidissem eliminar suas áreas de comentários.
Num primeiro momento, tanta intolerância nos comentários obrigou os portais a criar a função de "moderador de comentários", profissional que separava as opiniões publicáveis das impublicáveis. Afinal, modos e moderação são o que menos se encontra nessas opiniões.
Por outro lado, vários grupos políticos e econômicos adotaram a estratégia de arregimentar pessoas (pagas ou voluntárias) para multiplicar opiniões favoráveis a seus interesses e contrárias a de seus adversários. Além disso, surgiram softwares ("robôs", no jargão digital) para multiplicar ainda mais a interatividade a favor dos manipuladores.
Nos vídeos desta reportagem, aparecem vários "tipos psicológicos" que são figurinhas fáceis na área de comentários. Um deles é o adepto da "teoria da conspiração", sempre vendo complôs e planos secretos por trás dos fatos descritos nas notícias.
Outro perfil constante é leitor "hipercrítico" que reclama do jornalista, do portal, da reportagem, dos entrevistados e dos outros comentários, se lamenta do "tempo perdido" e promete "encerrar sua assinatura" do serviço.
Um estilo muito comum é o "justiceiro", distribuindo ameaças em seus posts e advogando mais repressão para combater a criminalidade. Eles se multiplicam em reportagens policiais ou quando há alguma mudança nas leis sendo analisada pelo Congresso Nacional.  
Não faltam também os comentaristas portadores do chamado "complexo de vira-lata", termo criado pelo escritor Nelson Rodrigues para mostrar o sentimento de inferioridade dos brasileiros em relação às outras nações. Muitas opiniões postadas execram o povo e o país para elogiar países mais desenvolvidos, principalmente os EUA.
As paixões clubísticas, partidárias e religiosas também invadem os comentários, com provocações, xingamentos, boatos e difamações. Ultimamente, a crise econômica e política faz o PT ser o alvo preferido. Mas evangélicos, umbandistas, tucanos, peemedebistas, corintianos e flamenguistas costumam ser frequentadores desse posto.
O problema principal é que o debate fora da internet segue também essas regras. As discussões logo descambam para a ofensa pessoal, o descrédito do interlocutor e o rebaixamento do conteúdo. Hoje em dia, há mais polemistas que debatedores, e dar opinião virou parte da indústria do entretenimento.

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…alguém diz que eu pareço com uma celebridade.



…consigo encontrar alguém pra beijar na balada às 5 da manhã.

Expectativa:
Realidade:

…vejo fotos de alguma vez que meus amigos saíram e não me convidaram.


…tô pronto pra dormir e lembro de uma coisa vergonha alheia que eu fiz 3 anos atrás.

…meus pais viajavam e me deixavam sozinho em casa no final de semana.

Expectativa:
Realidade:

…descubro que o ex tá namorando…

…uma pessoa muito feia:

…chego em casa e percebo que esqueci a chave.

Quem nunca?

…escuto alguém falando mal de um amigo.

Escuto alguém falando mal de mim:

…tô num festival e chove muito.


Tio Clark e a Cantada da Morte no Nilo




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