quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

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O VULCÃO HUAYNAPUTINA – A POMPÉIA PERUANA

Quase todos nós já escutamos - em algum momento de nossas vidas - sobre o fabuloso desastre histórico de Pompéia (Itália)! Em 79 dC., essa cidade habitada pela elite romana foi assolada pelo vulcão Vesúvio. O ineditismo do cataclisma e a fúria do fluxo piroclástico soterraram ruas, templos e casas, poupando poucas vidas. Hoje, Pompéia é um dos mais interessantes sítios arqueológicos do mundo, pois, retirada a camada de cinzas e lava, descobriu-se uma cidade “congelada” no tempo.
Poucas pessoas sabem, mas existe algo muito semelhante na América Latina. Mais especificamente ao sul de Lima (Peru), na região de Moquegua. Em 19 de fevereiro de 1600 dC., 33 povoados foram cobertos de cinzas pela erupção do vulcão Huaynaputina, de 4.850 metros de altura. Naquele ano, a montanha expeliu cerca de 30 Km³ de detritos ao céu. Foi a maior erupção registrada na América do Sul ao longo de 2.000 anos, e hoje é comparada ao famoso Krakatoa (Indonésia - 1883). Estima-se que o calor emitido pelo evento sobre as cidades soterradas alcançou 1.200 graus centígrados. Um ano após a erupção, a temperatura mundial caiu 1,3 graus, criando um longo inverno que alterou todo o clima da Terra.
O Huaynaputina (do quéchua: jovem vulcão) faz parte da Zona Vulcânica Central peruana, uma cadeia montanhosa nos quais se incluem o Misti, Ampato (foto), Ubinas, Coropuna e Sabancaya. Análises geológicas mostram que ele já havia explodido antes, por volta de 7.700 aC.
Em 1600, os povoados soterrados marcavam historicamente a passagem do antigo reino Inca ao período colonial espanhol (vice-reino da Espanha). Após meses de pesquisa, o Observatório Vulcanológico do Instituto Geofísico Minerador Metalúrgico do Peru, localizou seis dos 33 povoados soterrados, a uma profundidade que varia entre três e quinze metros. Sua erupção na época causou fortes terremotos e deslizamentos de terra, e suas cinzas imediatamente cobriram regiões distantes como Lima, Lago Titicaca, Potosi, Arica e Cusco.
A equipe de especialistas – formada por peruanos, franceses, chilenos, bolivianos e belgas – busca não apenas recuperar detalhes do passado daqueles povoados, mas criar uma atração turística nos moldes de Pompéia: um lugar onde possamos caminhar e observar como era a vida em 1600! A pesquisa e escavação estão estimadas em três anos.
Dalton Delfini Maziero é historiador, arqueólogo, explorador e escritor. Especialista em culturas pré-colombianas e história da pirataria. Autor de “Titicaca – Em Busca dos Antigos Mistérios Pré-Colombiano” e “Sacralizando o Solo: o uso simbólico e prático dos geoglifos sul-americanos”. Visite o Blog: Arqueologia Americana (http://arqueologiamericana.blogspot.com.br/)

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